Saco! Eu acho isso um saco! Eu odeio essa coisa absurda de ter que me afastar de quem eu gosto por causa de alguma incompatibilidade de gênios insuperável. Não bastasse isso, ainda ser obrigada a fingir que a pessoa não existe nem nunca existiu, que ninguém significou nada na vida de ninguém e que saudade é palavra sem significado nesse caso. Ser privada de sua companhia e amizade, logo de alguém que se fazia tão importante, do nada.
Já achei que esse incômodo tão grande fosse carência. Mas não, eu tenho a companhia dos meus outros amigos, que me supre muito bem essa necessidade de contato social, carinho, etcéteras. Percebi, então, que a falta que eu sinto é, realmente, do indivíduo: ninguém é substituível. Relações são substituíveis. Pessoas, não.
Que fique registrado, ao menos, que eu sinto, e sinto muito, a ausência. Apesar de tentar compreender, discordo de todo esse radicalismo, que não só me faz mal, como também me revolta. Me dói demais ser afastada, ainda mais assim, sem poder escolher, opinar ou protestar. Se ainda tivesse a quem, ou a quê recorrer… Mas nem isso posso; fui privada.
Fico com meus pensamentos, então.