Outubro 15, 2009 por juxy
Um artefato decorativo.
E sem óculos!
Também tem quem diga que sou uma porca infantil, vadia manipuladora, puta frígida, escrota sem coração, estúpida sacana, anta maquiavélica, filhote de cruz-credo dos infernos, jumenta escaldada.
Mas, por acaso, há quem discorde…
(De qualquer forma, mantenha sempre um pé atrás, uma cruz no pescoço, uma cabeça de alho na mão e um olho aberto enquanto dorme. Melhor não arriscar, né
)
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Outubro 15, 2009 por juxy
Sou mais cega que tua avó míope sem óculos. Não liga se tu parar na minha frente e eu não te reconhecer, não é proposital :~
Observar nuvens, jogar twister/supernes/buraco, dançar aleatoriamente, participar de uma aula sua na faculdade, andar pela cidade, tomar um suco – é, suco!-, ir ao cinema, fazer uma trilha, te ver tocando violão/piano/atabaque/whatever, assistir um concerto ou peça ou filme ou exposição ou o sol se pondo na praia. Andar de bicicleta, pegar um ônibus sem destino, ir parar em outra cidade, pedir carona, atravessar o bairro pra rir de uma foca mal desenhada, morrer de amor mesmo sem acreditar em amor – só pra viver de novo em seguida, tentar fazer um viparita karani mudra no banco da praça, tirar fotografias, rir sem motivo aparente, virar aerofetiche, mudar de vida radicalmente porque deu vontade, desenhar mesmo sem habilidade, gostar do texto pela tipografia, se expor ao ridículo para rir de si mesma, ter epifanias sempre no meio do caminho, esquecer das regras e ser espontânea (e funcionar muito muito melhor assim),
brainstorm!
brainstorm é muito legal!
I stay on the run! Let me out! Let me be gone!
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Precisei de um ano pra perceber que não foi alguém que me sacaneou. Foi a vida. E assim, ela me deu um puta dum presente, que eu ainda tô tentando compreender.
Será que é tudo tão lógico, ou transcende minha capacidade de racionalizar?
(continua…)
Foda-se.
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Setembro 24, 2008 por juxy
E agora eu quero ser racional, quero pensar e agir, não agir e pensar.
Depois dos dois últimos posts, foi extremamente sentimental. No campo racional, isso funcionou bem. No sentimental, não. Agora já sei que a lógica se contradiz: Com relação à coisas sentimentais, devemos procurar ser mais racionais; com relação à coisas racionais, devemos pender mais pro sentimental. É o equilibrio.
Enfim, fui demasiadamente iludida e, logo mais, desiludida. Fui sacaneada fortemente. Agora me lembro de um dia ter aprendido a não confiar demais nas pessoas. Havia me esquecido. Eu e essa mania de ter esperanças… Tem coisa que não muda mesmo. Tem gente que não quer mudar (-mesmo sabendo que devia).
Não morri, não abortei, nem vou ter um alien. Parece que minha doença misteriosa ainda me permitirá viver por mais um tempo.
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“Não, não quero que passe logo.
Quero sentir toda a euforia e o medo que são normais, toda a tristeza que é cabível, toda a a angústia e ansiedade que são parte deste sentimento.
Quero toda sorte de sentimentos que são inerentes a qualquer tipo de paixão.
Quero tomar pra mim o que me pertence, quero assumir o que faz parte de mim e resulta no que sou.
Mas me permito ser racional, e meu racionalismo não me permite fazê-lo por completo.
(agora cabe um “…E agora?”, mas no entanto, sei que deixarei minhas vontades se sobreporem, como sempre fiz. Mas em parte. Só em parte.)”
Originalmente postado em: fotolog.com/juxy_juice – 26/02/2007
Essa porcariazinha de texto foi uma das melhores coisas que já produzi. Não por causa de uma possível grande qualidade, caham, “literária”, mas porque eu consegui me expressar extremamente bem através dele. Ele é o que eu sou. Não a minha essência em si, mas o que ela é em determinados momentos, o que os meus sentimentos representam.
Ultimamente eu estou precisando lê-lo bastante, e com atenção. Não superficialmente. Eu preciso entrar nele e relembrar tudo que já passei e assim encontrar um pouco de paz, uma certa razão baseada nas minhas lembranças. Eu preciso lembrar do que sou e como sou. Eu tô esquecendo e me deixando esmorecer.
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Minha milhonésima quinta tentativa de começar um blog. Eu não sei ir além de meia dúzia de posts desde que abandonei a minha vida de blogueira ativa, há uns 5 anos (ou mais) atrás. Mas tenho sentido necessidade de escrever desde então, e agora a coisa apertou. Acho que por ter me mudado e estar numa cidade onde não conheço muita gente. Aí vai batendo aquela carência, aquela vontade de se expressar, aquela coisa que nem psicólogo dá mais jeito. However, aposto três moedas do reino que eu não vou pra frente com isso. Tomara que eu perca.
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