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…E agora?

E agora eu quero ser racional, quero pensar e agir, não agir e pensar.
Depois dos dois últimos posts, foi extremamente sentimental. No campo racional, isso funcionou bem. No sentimental, não. Agora já sei que a lógica se contradiz: Com relação à coisas sentimentais, devemos procurar ser mais racionais; com relação à coisas racionais, devemos pender mais pro sentimental. É o equilibrio.
Enfim, fui demasiadamente iludida e, logo mais, desiludida. Fui sacaneada fortemente. Agora me lembro de um dia ter aprendido a não confiar demais nas pessoas. Havia me esquecido. Eu e essa mania de ter esperanças… Tem coisa que não muda mesmo. Tem gente que não quer mudar (-mesmo sabendo que devia).

Não morri, não abortei, nem vou ter um alien. Parece que minha doença misteriosa ainda me permitirá viver por mais um tempo.

:D

Adeus.

Tenho passado mal pra caralho nas últimas duas/três semanas (já até perdi as contas). Não posso ver comida que blérgh, passo mal.
Eu tenho duas hipóteses: ou tô grávida, ou tô morrendo.
Como seria meio impossível eu estar grávida, desde já vou deixando o meu adeus aos meus inexistentes leitores.

Só pra constar, quero que meus órgãos sejam doados, se é que vai ser possível.
Depois, podem me cremar e jogar fora.

“Não, não quero que passe logo.
Quero sentir toda a euforia e o medo que são normais, toda a tristeza que é cabível, toda a a angústia e ansiedade que são parte deste sentimento.
Quero toda sorte de sentimentos que são inerentes a qualquer tipo de paixão.
Quero tomar pra mim o que me pertence, quero assumir o que faz parte de mim e resulta no que sou.

Mas me permito ser racional, e meu racionalismo não me permite fazê-lo por completo.
(agora cabe um “…E agora?”, mas no entanto, sei que deixarei minhas vontades se sobreporem, como sempre fiz. Mas em parte. Só em parte.)”

Originalmente postado em: fotolog.com/juxy_juice – 26/02/2007

Essa porcariazinha de texto foi uma das melhores coisas que já produzi. Não por causa de uma possível grande qualidade, caham, “literária”, mas porque eu consegui me expressar extremamente bem através dele. Ele é o que eu sou. Não a minha essência em si, mas o que ela é em determinados momentos, o que os meus sentimentos representam.
Ultimamente eu estou precisando lê-lo bastante, e com atenção. Não superficialmente. Eu preciso entrar nele e relembrar tudo que já passei e assim encontrar um pouco de paz, uma certa razão baseada nas minhas lembranças. Eu preciso lembrar do que sou e como sou. Eu tô esquecendo e me deixando esmorecer.

1th one

Minha milhonésima quinta tentativa de começar um blog. Eu não sei ir além de meia dúzia de posts desde que abandonei a minha vida de blogueira ativa, há uns 5 anos (ou mais) atrás. Mas tenho sentido necessidade de escrever desde então, e agora a coisa apertou. Acho que por ter me mudado e estar numa cidade onde não conheço muita gente. Aí vai batendo aquela carência, aquela  vontade de se expressar, aquela coisa que nem psicólogo dá mais jeito. However, aposto três moedas do reino que eu não vou pra frente com isso. Tomara que eu perca.